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Supermercado: 10 hábitos para baixar a conta todos os meses

Planear refeições, comparar o preço por quilo e desperdiçar menos são alguns dos hábitos simples que ajudam a gastar menos no supermercado todos os meses.

Por Equipa Vamos Poupar · · 5 min de leitura

Supermercado: 10 hábitos para baixar a conta todos os meses

A ida ao supermercado é uma daquelas despesas que parecem pequenas de cada vez, mas que, somadas ao longo do mês, representam uma fatia considerável do orçamento familiar. E, ao contrário da renda ou da prestação da casa, é uma despesa sobre a qual tens bastante controlo: depende muito das escolhas que fazes antes de sair de casa e entre os corredores da loja.

Não é preciso passar horas a recortar cupões nem deixar de comprar o que gostas. Com alguns hábitos simples, aplicados de forma consistente, é possível baixar a conta sem sacrificar a qualidade da alimentação. Reunimos dez que fazem diferença.

1. Planeia as refeições da semana

É o hábito com maior impacto. Reserva dez minutos, uma vez por semana, para decidir o que vais cozinhar nos dias seguintes. Ao planear, aproveitas ingredientes comuns a vários pratos, reduzes as compras por impulso e evitas aquelas idas «rápidas» ao supermercado ao fim do dia, que raramente terminam só com o que era preciso.

Começa pelo que já tens: espreita o frigorífico, o congelador e a despensa e constrói o menu a partir daí.

2. Faz (e respeita) uma lista de compras

A lista é a consequência natural do planeamento. Organiza-a por secções da loja (frescos, talho, mercearia, limpeza) para não andares de corredor em corredor, porque cada passagem extra é uma nova oportunidade de comprar algo de que não precisas. E, já agora, evita ir às compras com fome: a tentação de encher o carrinho aumenta.

3. Compare sempre o preço por quilo ou por litro

Este é talvez o truque mais subestimado. Por lei, os produtos à venda devem indicar não só o preço de venda, mas também o preço por unidade de medida, ou seja, o preço por quilo, por litro ou por unidade, conforme o produto. Esta regra resulta do Decreto-Lei n.º 162/99, que alterou o regime de indicação de preços.

É este valor, normalmente em letra mais pequena na etiqueta, que te permite comparar embalagens de tamanhos diferentes. Muitas vezes, a embalagem «familiar» não é a mais barata, e uma promoção do tipo «leve 3, pague 2» pode sair mais cara por quilo do que a marca concorrente sem desconto.

4. Dá uma oportunidade às marcas próprias

As marcas de distribuição, ou marcas brancas, são em regra mais baratas do que as marcas de fabricante. Em muitos produtos básicos (arroz, massa, leguminosas, farinha, conservas, produtos de limpeza), a diferença de qualidade é pequena ou inexistente para a maioria das pessoas. Experimenta trocar alguns produtos e vê se notas diferença. Se não notares, a poupança passa a ser automática todas as semanas.

5. Olha para cima e para baixo nas prateleiras

Os produtos colocados à altura dos olhos são, muitas vezes, os que a loja tem mais interesse em vender. As alternativas mais económicas estão frequentemente nas prateleiras de baixo ou de cima. O mesmo vale para as zonas junto às caixas, pensadas para compras de última hora.

6. Usa as promoções a teu favor (e não o contrário)

Folhetos, aplicações e cartões de cliente podem trazer descontos interessantes, desde que sejam em produtos que já ias comprar. Algumas regras práticas:

  • consulta as promoções antes de fazer a lista, não depois de entrar na loja;
  • aproveita descontos em produtos não perecíveis que usas com frequência para fazer um pequeno stock;
  • confirma se o desconto no cartão é imediato ou se fica em saldo para uma compra futura, com prazo de validade;
  • verifica o talão antes de sair: se o preço cobrado na caixa for diferente do que estava indicado na prateleira, chama a atenção e pede a correcção.

7. Prefere a fruta e os legumes da época

Os produtos da época são geralmente mais baratos, mais saborosos e mais frescos. No Outono, por exemplo, abóbora, couves, castanhas, maçãs, pêras e citrinos começam a estar em destaque. Os mercados municipais e as feiras locais podem ser boas alternativas, sobretudo ao fim da manhã, quando alguns vendedores baixam os preços.

8. Desperdiça menos

A comida que vai para o lixo é dinheiro deitado fora. Para reduzir o desperdício:

  • arruma as compras de forma a que os produtos mais antigos fiquem à frente;
  • percebe a diferença entre «consumir até» (data-limite, relacionada com a segurança) e «consumir de preferência antes de» (indicação de qualidade, depois da qual o produto pode continuar próprio para consumo se estiver bem conservado);
  • congela porções de pão, carne, peixe ou refeições cozinhadas antes de se estragarem;
  • aproveita sobras para novas refeições: sopas, empadões, arroz de forno ou omeletes.

Procura também as secções de produtos com desconto por estarem perto do fim do prazo, que muitas lojas já têm, e consome-os rapidamente.

9. Cozinha mais em casa e leva marmita

Refeições pré-preparadas, snacks individuais e produtos já cortados ou lavados pagam-se caro pela conveniência. Cozinhar em maior quantidade ao fim-de-semana e dividir em doses para a semana, incluindo para levar para o trabalho, reduz não só a conta do supermercado como os gastos em cafés e restaurantes.

10. Regista o que gastas

Guarda os talões, ou usa o registo das compras no cartão, e soma quanto gastaste no fim de cada mês. Só ao ver os números é que percebes onde está a ir o dinheiro e se os novos hábitos estão a resultar. Se gostas de métodos simples, o Kakebo é uma óptima ferramenta para registar despesas e definir objectivos de poupança mensais.

Conclusão

Poupar no supermercado não exige sacrifícios extraordinários, mas sim método: planear, comparar, aproveitar o que já tens e desperdiçar menos. Escolhe dois ou três destes hábitos para começar já esta semana e acrescenta os outros aos poucos. Ao fim de alguns meses, a diferença no extracto bancário vai mostrar-te que valeu a pena.

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