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ETFs: uma alternativa para rentabilizar as tuas poupanças?

Dinheiro parado não se multiplica, razão porque cada vez mais pessoas procuram investir em produtos que lhes tragam uma boa margem de lucro e, sobretudo, pouco risco.

Por Equipa Vamos Poupar · · 4 min de leitura

ETF

Dinheiro parado não se multiplica, razão porque cada vez mais pessoas procuram investir em produtos que lhes tragam uma boa margem de lucro e, sobretudo, pouco risco.

Um desses produtos dá pelo nome ETF (Exchange-Traded Funds), mas será que é uma boa alternativa para rentabilizar as tuas poupanças? É o que veremos já de seguida.

ETFs: em que consistem?

Os Exchange-Traded Funds, os vulgarmente conhecidos como ETFs, consistem, de acordo com a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), em “fundos de investimento abertos, admitidos à negociação numa bolsa de valores e têm como principal objectivo obter uma performance relacionada com o comportamento de um determinado indicador de referência”.

Eles podem estar relacionados com índices, como o S&P 500 ou o NASDAQ-100, commodities (açúcar, petróleo, ouro, etc.), obrigações, sectores (por exemplo, tecnologias ou energia) ou geografias e dividem-se em vários tipos.

Tipos de EFTs

Entre os EFTs mais comuns encontram-se:

  • ETFs de Índice (fundos de índices cotados): estes EFTs caracterizam-se por replicar o comportamento de índices de acções nacionais ou internacionais, como o PSI-20, o Euro Stoxx 50, o S&P 500 ou o MSCI World;
  • ETFs de obrigações: caracterizam-se por replicar o comportamento de obrigações de origem governamental, empresarial e municipal;
  • ETFs de commodities: índice que acompanha o desempenho de commodities, como o ouro ou o petróleo;
  • ETFs sectoriais: correspondem a índices que se concentram em sectores específicos, como a tecnologia, a saúde ou a energia;
  • ETFs de moeda: consistem em investimentos em moedas, como o euro ou o dólar, e apresentam-se como uma forma de protecção contra a volatilidade cambial;
  • ETFs de geografia: índices relacionados com uma região específica ou geografia que tentam encontrar oportunidades de investimento em mercados específicos espalhados por todo o mundo.

Como funcionam os ETFs?

Na prática, os ETFs são compostos por uma carteira de activos que replicam a evolução de um determinado índice e são comprados e vendidos em bolsa.

Deste modo, ao comprar um ETF que acompanha, por exemplo, o índice S&P 500 (um índice que mede o desempenho de 500 das maiores empresas americanas de capital aberto), serás detentor de uma carteira de acções que estão incluídas neste índice.

Isto irá permitir-te ficar exposto ao mercado de acções norte-americano sem que, para isso, tenhas de comprar acções.

Além disto, os ETFs caracterizam-se por serem produtos de investimento de gestão passiva, ou seja, os gestores não escolhem os activos em que investem com base em análises ou previsões de mercado, mas, ao invés, compram uma carteira de activos que reflete a composição do índice que estão a seguir.

ETFs: vantagens e desvantagens

Tal como acontece com um outro qualquer tipo de produto de investimento, os ETFs apresentam vantagens e desvantagens.

Comecemos pelas vantagens.

Vantagens

  • Maior potencial de diversificação

Numa mesma carteira de ETFs, podem coexistir diferentes activos, o que vai permitir uma maior diversificação e exposição a múltiplos investimentos distintos.

Por exemplo, dentro de uma carteira de ETFs poderás ter uma selecção de títulos de um determinado sector, geografia ou mercadoria que te irá ajudar a reduzir o risco do investimento.

  • Mais flexibilidade

À semelhança das acções, os ETFs são negociados em bolsa, o que significa que poderás ver os preços em tempo real e realizar transacções durante o horário de mercado.

  • Comissões de gestão reduzidas

Regra geral, os ETFs oferecem comissões de gestão mais reduzidas quando em comparação com os fundos de investimento mais tradicionais devido à sua gestão de forma passiva.

Desvantagens

Já quanto às desvantagens, poderás encontrar:

  • Ausência de garantia

Tal como acontece com os fundos mais tradicionais, os ETFs não têm retorno garantido ou reembolso do capital.

  • Retornos mais reduzidos

Uma vez que têm uma gestão passiva que apenas espelha o desempenho de um índice específico, os retornos sobre o investimento são mais reduzidos do que fundos de investimento

  • Comissões de transacção

Apesar de as comissões de gestão dos ETFs serem mais baixas, estas podem afectar os retornos líquidos que consigas obter, custos que não existem nos fundos de investimento tradicionais.

Como investir em ETFs?

Começar a investir em ETFs é relativamente simples, senão vejamos:

1º Passo: Escolher um intermediário financeiro

Dentro dos intermediários financeiros encontrarás, entre outros, os bancos, as corretoras e as plataformas de investimento online. 

O papel destes agentes é fazer a ponte entre ti e os mercados financeiros facilitando-te a vida aquando da compra e venda dos teus ETFs, já que te oferecem serviços de execução de ordens, consultoria financeira e outras operações relacionadas.

2º Passo: Pesquisar e seleccionar o ETF

Após escolher o intermediário financeiro, o passo seguinte deve ser procurar e escolher um ETF. Este processo deve envolver, por exemplo, a análise de diferentes ETTs com base em critérios como os objectivos de investimento, a exposição geográfica, sectorial ou de activos.

3º Passo: Dar a ordem de compra

Por fim, deves dar a ordem de compra através da plataforma de investimento da instituição financeira.

Os ETF são uma alternativa para rentabilizar as tuas poupanças?

A resposta é sim. Quando o investimento num ETF decorre de uma análise apurada do mercado e apresenta um risco reduzido e um retorno, ainda que não elevado, consistente, então os ETF podem ser uma boa forma de rentabilizar as tuas poupanças.

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