Custo de vida a subir? Sabe como reduzir as despesas
Os combustíveis não param de subir, a energia idem aspas aspas, das telecomunicações nem se fala e ainda é preciso juntar as taxas de juro e a nova lei das rendas aprovada com os…

Os combustíveis não param de subir, a energia idem aspas aspas, das telecomunicações nem se fala e ainda é preciso juntar as taxas de juro e a nova lei das rendas aprovada com os votos favoráveis do Chega que vem descongelar as rendas antigas e aumentar as mais recentes para valores incomportáveis para o bolso do comum dos portugueses.
Como vemos, o custo de vida continua a subir e os salários já viram melhores dias, confluência de razões forte o suficiente para se tornar ainda mais essencial reduzir despesas mensais, mas como?
Nós prometemos ajudar já de seguida.
Dicas para reduzir as tuas despesas mensais
Com a inflação a voltar a subir para a casa dos 3% e os custos de energia e combustíveis a baterem recordes, eis algumas dicas de poupança que podem fazer a diferença no final do mês:
● Revê créditos e pensa em consolidar
Se tens dois ou mais créditos ao consumo (crédito automóvel, crédito pessoal, cartões de crédito, etc.) e, uma vez calculada a tua taxa de esforço, reparas que esta se situa acima dos 35%, então sabe que é uma excelente altura para começar a pensar em consolidar os teus créditos.
Na prática, um crédito consolidado é uma solução financeira que vai juntar todos os teus créditos num só com um prazo de pagamento mais alargado, uma taxa de juro mais baixa (as mais baixas do mercado financeiro) e até com acesso a financiamento extra para utilizar onde bem entenderes, já que podes pedir mais dinheiro do que aquele que tens em dívida com a vantagem de os juros serem mais reduzidos.
Após a consolidação, ficarás com uma prestação mensal até 60% mais baixa do que a média daquelas que pagavas anteriormente.
● Verifica as condições do teu crédito habitação
Além da consolidação de créditos, pondera fazer uma revisão das condições do teu crédito habitação.
Para teres noção, em Agosto de 2026, a prestação média dos novos contratos (Maio, Junho e Julho) atingiu os 744 euros, mais 14,3% do que em 2025. Em simultâneo, a EURIBOR voltou a subir e, no mesmo mês de Agosto, os prazos a seis e a 12 meses atingiram os níveis mais elevados desde 2024.
Cereja no topo deste bolo de despesa cada vez maior, o Banco Central Europeu aumentou novamente as taxas directoras em 25 pontos base no passado mês de Setembro e a ideia é que as taxas de juro continuem a subir em 2027.
Perante tudo isto, esta é uma boa altura para rever as condições do teu empréstimo, nomeadamente o tipo de taxa que lhe está associada (passar de taxa variável para taxa fixa, por exemplo (e tentar perceber se existe margem para baixar a prestação ou reduzir encargos relacionados com os seguros que lhe estão associados.
● Confirma se tens acesso aos programas Apoio Extraordinário à Renda ou ao Porta 65 Jovem
Como referimos, com a actualização das lei das rendas aprovada pelo Governo e pelo Chega, as rendas vão subir 2,6% no próximo ano, os despejos vão ser mais fáceis e as cauções podem chegar a um valor equivalente a 6 meses de renda.
Com tudo isto, uma renda de 800 euros subirá para 820,48 euros ao passo que uma renda de 1000 euros passará para 1025,60 euros.
Caso estes aumentos se tornem difíceis de suportar, só há dois caminhos: ir para a rua protestar até que as rendas baixem como acontece em Espanha ou confirmar se tens acesso aos apoios concedidos no âmbito dos programas Apoio Extraordinário à Renda ou ao Porta 65 Jovem.
● Pondera transferir os teus seguros para uma alternativa mais em conta
Tal como acontece com as taxas de juro ou as rendas, os seguros estão a ficar cada vez mais caros, razão mais do que suficiente para que revejas as tuas apólices e tentes perceber se continuam ajustadas às tuas necessidades e da tua família, nomeadamente no que toca ao preço, coberturas, exclusões, capitais seguros e franquias.
No campo das coberturas, verifica se estas ainda fazem sentido, isto é, se são ou não insuficientes para as tuas necessidades e quais se tornaram obsoletas.
Faz comparações com propostas equivalentes, ou seja, com níveis de proteção semelhantes às de que necessitas.
● Energia, telecomunicações e supermercado: simula, simula, simula
Face à ausência de medidas concretas para a regulação dos preços da energia, combustíveis e cabaz básico, só te sobra deixar cair serviços redundantes ou que não utilizas no campo das telecomunicações e utilizar os simuladores da ANACOM (telecomunicações), ERSE (ENERGIA) e DECO (compras de supermercado) para tentar encontrar alternativas mais em conta.
Uma última nota para a electricidade, nomeadamente para a potência contratada. Uma potência superior à necessária aumenta o custo fixo da electricidade, mesmo quando o consumo é baixo, o que deve levar-te a avaliar as tuas necessidades energéticas e a reduzir a potência.


