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VAMOS POUPAR

Como escolher a potência ideal e poupar na electricidade

Ao contrário do que foi vendido aos portugueses aquando da liberalização do mercado energético em Portugal, a electricidade está cada vez mais cara, mesmo quando o nosso país…

Por Equipa Vamos Poupar · · 5 min de leitura

potência contratada

Ao contrário do que foi vendido aos portugueses aquando da liberalização do mercado energético em Portugal, a electricidade está cada vez mais cara, mesmo quando o nosso país produz mais do que a electricidade de que necessita.

É neste contexto que a necessidade de poupança se acentua, especialmente porque não existe a ideia de se alterar este estado de coisas através de, por exemplo, a regulação dos preços pelo Estado.

Neste sentido, além de desligar os electrodomésticos que não estás a utilizar ou substituir as lâmpadas de filamento por lâmpadas LED, há outra forma de reduzir o valor da factura mensal de electricidade: a potência contratada.

Potência contratada

Quando temos uma potência contratada abaixo das necessidades energéticas da nossa casa, isso será extremamente fácil de detectar, já que o quadro irá abaixo frequentemente. Na prática, isto significa que a potência usada em simultâneo excede várias vezes o limite contratado.

Porém, quando falamos de potência contratada acima do que necessitamos, o assunto é mais complexo, uma vez que o quadro não sofre interrupções.

Por exemplo, caso o pico de potência seja de 4,8 kVA, o quadro vai aguentar que tenhamos uma potência instalada de 5,75 kVA, de 6,9 kVA ou de 10,35 kVA.

Contudo, estas duas últimas potências estão muito acima do que necessitamos, o que significa que a electricidade estará a ser debitada, apesar de não ser utilizada, algo que se vai refletir numa factura mensal elevada.

Como contrariar tudo isto? É o que vamos ficar a saber de seguida.

Poupar na factura de electricidade: escolher a potência contratada com base em dados reais

A electricidade de que vamos necessitar dependerá, em grande medida, do número e capacidade dos electrodomésticos que teremos em casa. Por exemplo, máquinas de lavar roupa, frigoríficos e fornos, são aqueles que mais gastam e, quando se tem mais do que um de cada a funcionar em simultâneo, a potência contratada terá de ser maior.

Assim, para que a potência contratada esteja em linha com as nossas reais necessidades energéticas, devemos recorrer ao simulador da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para nos ajudar a fazer as contas.

Se já tivermos um contador inteligente, então basta aceder ao balcão digital da E-REDES para ficarmos a saber se a potência que temos contratada é, ou não, a ideal.

Como utilizar o balcão digital da E-REDES?

O processo é extremamente simples.

Para aceder ao balcão digital do site da E-REDES, deves criar uma conta se ainda não tiveres uma. Para tal, utiliza o mesmo NIF que tens associado ao contrato que assinaste com o fornecedor de electricidade. O sistema fará a sincronização e terás acesso imediato à tua área pessoal.

A partir daqui, em apenas cinco cliques ficarás a saber se a potência que tens contratada é a ideal para as tuas necessidades energéticas.

Assim, para ter acesso ao teu histórico dos picos de potência que atingiste desde que tens electricidade em casa (ou desde que instalaste um contador inteligente, se posterior), mesmo que pelo meio tenha havido trocas de comercializador, só terás de clicar nas seguintes opções:

1º – Os meus locais;

2º – Produção, consumos e potências;

3º – Consultar histórico;

4º – Escolher o local que queres consultar (se só tens contrato numa casa, só vai aparecer um local);

5º – Potência máxima tomada mensal.

A partir deste momento, terás acesso a um gráfico que te vai mostrar a potência contratada e os picos de potência que atingiste em cada mês, ou seja, o valor máximo que a soma dos aparelhos ligados em simultâneo atingiu naquele mês.

Por defeito, o gráfico mostra os últimos seis meses concluídos, mas também poderás ter acesso ao mês actual (com o registo até ao momento) e meses anteriores. Com estes dados em mãos, terás os dados essenciais para analisar e decidir.

No fim do processo, reduzir a potência contratada pode ajudar-te a baixar o valor da factura de electricidade em quase 30 euros por mês.

Como decidir se devo alterar a potência contratada?

Quanto mais meses analisares, mais robusta será a informação de que irás dispor.

Por exemplo, a tua casa tem uma potência contratada de 5,75 kVA e, num período de nove meses, registou os seguintes picos de potência:

Mês 1: 4,15 kVA

Mês 2: 6,75 kVA

Mês 3: 4,83 kVA

Mês 4: 5,23 kVA

Mês 5: 5,14 kVA

Mês 6: 4,20 kVA

Mês 7: 3,75 kVA

Mês 8: 4,95 kVA

Mês 9: 4,78 kVA

Como vemos, apenas no segundo mês o pico de potência excedeu a potência contratada, o que pode significar uma situação de uso simultâneo de equipamentos esporádica.

Para analisar os outros oito meses temos de considerar que a potência contratada que vem logo abaixo da de 5,75 kVA é a de 4,6 kVA.

Neste caso, em apenas três meses o pico de potência ficou abaixo desses 4,6 kVA, pelo que parece justificar-se a manutenção da potência instalada nos 5,75 kVA.

Ao contrário, se a potência contratada fosse de 6,9 kVA, então justificava-se reduzir para 5,75 kVA.

Como mudar a potência contratada?

Se, depois de analisares os dados, chegares à conclusão de que queres reduzir a potência contratada da tua casa, basta contactares o teu comercializador a informar que queres fazê-lo e indicar o escalão pretendido.

Caso tenhas um contador inteligente, a mudança é feita remotamente, caso não o tenhas, a mudança terá de ser realizada por um técnico da rede de distribuição enviado pelo comercializador.

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